Honorários de Sucumbência no Novo CPC

Por Rafael Alvim, do Instituto de Direito Contemporâneo, escrito em Janeiro de 2015.

 

Hoje trataremos de um tema muito caro aos advogados: os HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS (de sucumbência). O Novo Código de Processo Civil revolucionou nesse campo, definindo parâmetros e preenchendo diversas lacunas existentes na lei. Continue lendo “Honorários de Sucumbência no Novo CPC”

Anúncios

Gastar dinheiro com Advogado? Que dó…

A fuga do advogado que cobra pela consulta ou pelo preparo processual.

Gastar dinheiro com Advogado Que d
Na carreira de advogado militante com escritório próprio, é possível vivenciar diversas situações que podemos chamar de “fenômenos”, tanto judiciais quanto extrajudiciais, especialmente no começo de carreira quando o advogado que não tem patrão e nem salário “topa qualquer coisa” para trabalhar.
Algumas situações das mais absurdas possíveis você só vê neste emocionante começo de carreira, outras com o passar dos anos caem na normalidade, porém existe um fenômeno que é recorrente, seja você um causídico com carreira jovem ou madura.
O estranho fenômeno da “dó de gastar dinheiro com advogado”, que surge logo no primeiro contato com o cliente, que usa dos mais diversos artifícios para extrair qualquer informação de forma franca.
É incrivelmente comum, como se houvesse um manual de instruções pré-estabelecido e distribuído a todos que não possuem capacidade postulatória com frases que parecem prontas e combinadas entre os clientes ou “quase clientes”, dada a semelhança das abordagens que recebemos, alguns exemplos abaixo:
“Dr. Só preciso de uma informação… O Sr. Pode dar uma olhadinha pra mim?”
“Nossa tudo isso para mandar um e-mail?”
“Não sabia que a consulta era cobrada… Vou pensar e entro em contato”
“Mas parece algo tão simples, está muito caro”
Mas dentre todas as frases que já ouvi, a que mais me marcou foi essa, que foi dita logo após eu informar o preço de uma consulta:
“Acho muito dinheiro para uma conversa de 20 minutos”
Quando o cliente em potencial se esquece que esses 20 minutos de conversa podem ser determinantes para ter seu legítimo direito reconhecido ou até mesmo a sua vida resolvida – ainda que isso possa levar alguns anos.
Quando é passada a parte da “consulta grátis”, chegamos a parte do famoso “ad exitum”, este também outro fenômeno muito comum, quando o cliente sugere que o advogado nada cobre para executar todos os trâmites processuais desde a inicial até a longínqua sentença, para ao final receber uma porcentagem do “prêmio” fruto de danos morais ou materiais.
Afinal, é plenamente possível gastar dinheiro com qualquer bem ou serviço de retorno imediato, mas gastar com um advogado que está ousando cobrar para prestar uma consultoria simples ou então escrever um monte de leis em um pedaço de papel, é impraticável.
Mas o serviço do advogado – ainda que extrajudicial – não tem valor mesmo?
Bem como o médico que receita um medicamento que pode cessar uma dor nas costas, o advogado pode em uma consulta indicar um caminho ou uma solução que pode tirar das costas do cliente um peso que o estava agredindo tanto quando uma dor física.
O advogado também tem suas despesas, das mais diversas, aluguel, seguro, vestimenta, cursos de atualização – para melhor atender o cliente – deslocamento, dentre outras despesas extraordinárias que podem surgir em qualquer tempo, ou seja, o advogado que trabalha sem cobrar consulta ou somente “ad exitum” de certo deve ter outro meio de conseguir recursos para suas despesas, pois não se pode contar com verbas processuais incertas.
O trabalho do advogado começa desde a consulta, mesmo que o cliente tenha sua resposta em uma conversa de 20 minutos, ele precisa se conscientizar que para dar essa resposta em 20 minutos houve pelo menos 5 anos de faculdade, meses de estudos para encarar a o exame de ordem, investimentos em pós-graduações, dedicação a carreira, investimentos em montar seu escritório, arcar com todos os impostos – sim, advogado também paga imposto – em síntese, o valor cobrado não é pelos poucos minutos que o cliente “desperdiça” na consulta e sim por tudo o que o advogado passou para estar na posição de poder resolver o problema ou levar uma luz no fim do túnel para o seu cliente.
Cobrar pela consulta, pelo preparo processual, para emitir notificações extrajudiciais, pelas diligências e qualquer ato advocatício é importante, tanto ou até mais importante do que a porcentagem recebida ao fina da causa, pois não existe verba processual que seja garantida e acontecem as mais inesperadas reviravoltas nos julgamentos.
Então, quando você paga a consulta a um advogado, você não está jogando dinheiro fora, como tudo no mercado de trabalho, você está pagando para receber um serviço, e este sendo um dos mais importantes serviços prestados, pois lida com seus direitos, muitas vezes os direitos mais sagrados, como direito a vida, a liberdade, dignidade da pessoa humana, dentre outros.
Ao advogado, fica o conselho, valorize o tempo que você empregou para chegar onde chegou, valorize o tempo que você emprega no seu trabalho, deixe o preço dos seus serviços fixado de uma maneira que você se sinta confortável para trabalhar, pois vale mais 1 cliente que entende o valor do seu serviço do que 10 clientes que buscam somente uma facilidade e tem “dó” de investir seu dinheiro na busca pelos seus próprios direitos.

Mês da Mulher: conheça Myrthes Campos, a primeira advogada do Brasil

No início do século XIX, a mulher quase não contava com direitos consolidados em sociedade. Aquelas que pretendiam estudar eram malvistas e o faziam sem saber se conseguiriam exercer a profissão.

Em comemoração ao Dia Internacional Da Mulher, celebrado em 8 de março, rememoramos a brilhante história de Myrthes Gomes de Campos, a primeira mulher a exercer a advocacia no Brasil.

Desmistificando o conceito de que o ofício era privilégio dos homens, Myrthes enfrentou preconceitos e foi pioneira na luta pelos direitos femininos, como o exercício da advocacia pela mulher, o voto feminino e a defesa da emancipação jurídica feminina.

Além de funcionária da Justiça, ela foi também a primeira mulher advogada a ingressar no antigo Instituto da Ordem dos Advogados do Brasil, atual Instituto dos Advogados do Brasil.Ingresso na advocacia

Myrthes Gomes de Campos nasceu em Macaé/RJ, em 1875, e desde cedo demonstrou seu interesse pelas leis. No entanto, era impensável, à época, que uma mulher construísse uma vida fora do casamento. Foi uma surpresa à família quando a jovem anunciou que partiria para a capital do Estado para ingressar na Faculdade Livre de Ciências Jurídicas e Sociais do Rio de Janeiro.

Myrthes concluiu o bacharelado em Direito em 1898, mas, por conta do preconceito, foi só em 1906 que conseguiu legitimar-se profissionalmente, quando ingressou no quadro de sócios efetivos do Instituto dos Advogados do Brasil, condição necessária para o exercício profissional da advocacia.Em 1899, em sua primeira tentativa de ingressar no Instituto, Myrthes foi orientada a se candidatar como estagiária, pois os estatutos da casa destinavam vagas dessa categoria aos advogados formados há menos de dois anos.No mesmo ano, a Comissão de Justiça, Legislação e Jurisprudência se pronunciou a favor de Myrthes, por meio da Revista da IOAB. Eles buscaram romper o preconceito da época, sustentando que não havia qualquer lei que impedisse a mulher de exercer o ofício:

“[…] não se pode sustentar, contudo, que o casamento e a maternidade constituam a única aspiração da mulher ou que só os cuidados domésticos devem absorver-lhe toda atividade;
[…] Não é a lei, é a natureza, que a faz mãe de família;
[…] a liberdade de profissão é como a igualdade civil da qual promana, um princípio constitucional;
[…] nos termos do texto do art. 72, § 22 da Constituição o livre exercício de qualquer profissão deve ser entendido no sentido de não constituir nenhuma delas monopólio ou privilégio, e sim carreira livre, acessível a todos, e só dependente de condições necessárias ditadas no interesse da sociedade e por dignidade da própria profissão;
[…] não há lei que proíba a mulher de exercer a advocacia e que, importando essa proibição em uma causa de incapacidade, deve ser declarada por lei […].”

(Revista IOAB, 6 jul. 1899).
Mesmo com o parecer, apenas sete anos depois ela teve sua filiação aprovada em assembleia e foi totalmente aceita pelo Instituto.De 1924 até sua aposentadoria, em 1944, Myrthes desempenhou o cargo de encarregada pela Jurisprudência do Tribunal de Apelação do Distrito Federal, que funcionou no antigo Palácio da Justiça do RJ de 1926 até 1946.Primeira audiênciaTambém em 1899 Myrthes teve a oportunidade de atuar como defensora no Tribunal do Júri. Pela primeira vez no Brasil seria ouvida a voz de uma mulher patrocinando judicialmente uma causa. O fato, inusitado para a época, tornou-se sensação e foi amplamente noticiado nos jornais.

No dia do julgamento, uma verdadeira multidão formou-se em frente ao edifício do Tribunal. Há rumores de que mais de 500 pessoas tenham disputado lugar na sala onde funcionava o júri.

Com a plateia lotada para assistir à sua atuação, Myrthes surpreendeu o juiz, os jurados e até o réu, demonstrando profundo conhecimento do Código Penal e, sobretudo, por seu poder de argumentação. Ela venceu o promotor, até então considerado imbatível, e conseguiu a absolvição do réu.

Em seu discurso de abertura dos trabalhos de defesa, Myrthes tratou de reafirmar a importância histórica de sua atuação:[…]. Envidarei, portanto, todos os esforços, afim de não rebaixar o nível da Justiça, não comprometer os interesses do meu constituinte, nem deixar uma prova de incapacidade aos adversários da mulher como advogada.
[…] Cada vez que penetrarmos no templo da Justiça, exercendo a profissão de advogada, que é hoje acessível à mulher, em quase todas as partes do mundo civilizado, […] devemos ter, pelo menos, a consciência da nossa responsabilidade, devemos aplicar todos os meios, para salvar a causa que nos tiver sido confiada.
[…] Tudo nos faltará: talento, eloquência, e até erudição, mas nunca o sentimento de justiça; por isso, é de esperar que a intervenção da mulher no foro seja benéfica e moralizadora, em vez de prejudicial como pensam os portadores de antigos preconceitos.
(O País, Rio de Janeiro, p. 2, 30 set. 1899)
Sua presença no Tribunal era sempre um grande evento, reunindo curiosos e provocando o debate acalorado sobre a atuação da mulher na sociedade.Estudos jurídicosMyrthes foi colunista efetiva do Jornal do Commercio, responsável pelo preparo das matérias judiciárias, e assinou artigos em jornais e periódicos especializados, como a Revista do Conselho Nacional do Trabalho, a Folha do Dia e a Época. Deixou obra consistente no campo da jurisprudência, destacando-se sua atuação em trabalhos em prol da liberdade feminina, como artigos que discutiam a questão do voto feminino, a mulher como jurada e a emancipação jurídica da mulher.Confira a reportagem especial sobre a Dra. Myrthes na revista A Semana, de 1920.Mulheres de prestígioEm 1897, ingressava na Faculdade de Direito do Largo São Francisco, em São Paulo, Maria Augusta Saraiva, a primeira mulher bacharel em Direito no Estado de São Paulo. Ela teve de se empenhar para ser admitida e concluiu o curso em 1902. Chegou exercer a advocacia, inclusive no plenário do júri, mas em decorrência do preconceito da época, abandonou a carreira. Em 1947, foi nomeada Consultora Jurídica do Estado de SP.

Desde a estreia de Myrthes, foram necessários 55 anos para que uma juíza fosse empossada no Brasil. O feito coube à magistrada de Santa Catarina Thereza Grisólia Tang, em 1954. Após o fato, outros 46 anos se passaram até que uma mulher, Ellen Gracie, fosse admitida no STF.

Este, aliás, é o melhor indício de que a falta de vontade em recepcionar mulheres nas instâncias de poder não é tão “do passado” assim. Com a aprovação da ministra Ellen Gracie, em 2000, constatou-se que o STF não estava fisicamente preparado para receber mulheres em seu quadro, já que não tinha sequer banheiro feminino para aquelas que porventura viessem ocupar o cargo.

A presença feminina nas carreiras jurídicas é crescente. Isso não teria sido possível sem a atuação de mulheres que foram verdadeiras desbravadoras e continuam, hoje, contribuindo para engrandecer a profissão e buscar um patamar mais igualitário com os homens.

Fonte: Migalhas

Cinco atitudes essenciais para os advogados de sucesso

Publicado por Tiago Fachini

Transformação nas relações de trabalhos tem ocorrido nas mais diversas áreas, atingindo também a advocacia. Se antes era necessário que um profissional soubesse trilhar pelas leis com facilidade, encontrando os melhores caminhos e amparando os clientes judicialmente, hoje é preciso muito mais.
Capacidade de negociação, disponibilidade e facilidade de trabalho em equipe, conhecimento amplo e em vários setores, atualização constante não só sobre a legislação, mas sobre tudo que acontece com a organização para quem presta serviço são habilidades básicas que um profissional de sucesso precisa ter.
Atitudes essenciais para os advogados de sucesso

1 Inteligência emocional
Autopercepção, autocontrole, automotivação, empatia e práticas sociais são características de pessoas que têm inteligência emocional, o que as deixa mais perto do sucesso profissional. A autopercepção permite que as pessoas se conheçam bem e identifiquem a sua reação e postura frente a qualquer questão que venha a enfrentar.
O autocontrole faz com que o indivíduo saiba controlar as emoções e a automotivação é a capacidade de conseguir estar sempre motivado para poder conquistar os seus objetivos. A empatia ajuda nas relações de trabalho graças à habilidade de comunicação interpessoal e, por fim, as práticas sociais facilitam o trabalho em equipe, algo praticamente exigido pelas empresas hoje.
2 Empreendedorismo
Essa é a palavra da vez, independentemente da área de atuação. É através da capacidade de empreender que o profissional criará seu diferencial e começará uma carreira de sucesso.
Um empreendedor nato consegue levar para a organização para a qual trabalha ideias inovadoras que fortalecem a instituição. É isso que o mercado procura, um profissional que venha a somar na empresa não só em sua área, mas como um todo.
3 Trabalho em equipe
O “saber ouvir” é algo essencial. Só assim a pessoa consegue trabalhar em equipe, escutar as opiniões e colaborar a construção de uma solução do problema em conjunto com os demais.
Com os clientes, esse tipo de atitude ajuda a convencer e estabelecer um vínculo de confiança. Já dentro de uma empresa, torna o convívio mais harmonioso, aumentando a produtividade.
4 Persuasão e comunicação interpessoal
Característica essencial para qualquer profissional, a comunicação deve ir muito além da habilidade verbal, pois o corpo fala muito e o advogado tem que usar isso a seu favor. Tendo uma boa comunicação interpessoal fica mais fácil ser persuasivo e fazer com que as pessoas enxerguem as coisas de uma maneira emocional e não apenas racional.
5 Flexibilidade
Os conflitos fazem parte do dia a dia de um advogado e ele precisará resolver esses problemas e divergências dentro da lei. Ser flexível ajuda a negociar melhor e a habilidade de negociação é essencial para a resolução de conflitos sociais.
É através desse poder de ceder e negociar que a melhor solução será acordada para a empresa para qual o profissional presta serviço ou que a indenização a ser paga pelo seu cliente será a menor possível, dentro da legislação. É uma característica básica para qualquer profissional de sucesso.

Advocacia: Momento de decisão: ajuda profissional para fazer escolhas difíceis

O coach pode ser um parceiro importante para gestores de escritórios que precisam aprimorar o papel de liderança

Por Ana Barros e Olívia Machado – 09/01/2015
A tomada de decisão é sempre problemática, ainda mais quando falamos de lideranças que não podem vacilar. O mesmo vale para os profissionais do campo jurídico, onde a falta de liderança se faz presente. Isso acontece porque liderar, nos dias de hoje, é completamente diferente do conceito de alguns anos atrás.
A complexidade dos cenários atuais e a velocidade que as escolhas precisam ser realizadas transformou o perfil do líder. Por isso, muitos profissionais se sentem perdidos na hora de desempenhar a função. No passado não tão distante a liderança era feita com base em fortes hierarquias autoritárias para a condução das equipes. Atualmente, a defesa pela implementação de planos horizontais de hierarquia tem crescido cada vez mais.
O que temos agora, portanto, são gestores de escritórios de advocacia e departamentos jurídicos necessitados de um apoio para melhor exercerem o papel de líder. Para a função o profissional precisa desenvolver habilidades específicas que o ajude a enfrentar os desafios das empresas modernas e não se prender a padrões antigos de apenas dar ordens.
Há etapas que contribuem para o líder avaliar sua situação, diante da tomada de decisões importantes. Entre elas estão: ter certeza sobre o que será objeto da escolha; reunir todos os fatos; definir os critérios de decisão; criar e explorar todas as opções; avaliar os riscos e benefícios de cada escolha;decidir e seguir em frente.
Outras formas bastante utilizadas para a tomada de decisões são através do uso de ferramentas como ‘Perdas & Ganhos’ e ‘Análise de SWOT’. Contudo, no emprego de qualquer uma delas é importante não se prender a preconceitos, falsas conclusões, visão limitada, entre outros aspectos superficiais que nos desviam do foco principal durante o processo dessas escolhas.
Um ponto importante que também precisa ser desmistificado é que só os finais e começos de ano são bons momentos para tomadas de decisões. Os problemas e as dificuldades não têm datas para aparecer. Podem acontecer em qualquer época do ano, por isso, é importante saber fazer boas escolhas. O final do ano ajuda nesta questão por ser um período em que as pessoas costumam fazer um balanço do que conseguiram ou não conseguiram concretizar.
Nesta época, é muito importante que o profissional faça um planejamento estratégico com relação ao ano seguinte, observando o que acredita ser importante, aonde quer chegar, quais metas quer atingir e o que não funcionou no ano que passou. A partir daí, poderá olhar com mais clareza sobre os pontos que são realmente importantes e necessários de serem analisados. E quais decisões terão impacto se tomadas para o ano que irá começar.
De modo geral, é benéfica a tomada de decisão conjunta, desde que seja possível, já que há decisões que não podem e não devem ser compartilhadas com a equipe. Entretanto, fora dessas situações é recomendável envolver todo mundo. Tal atitude não é sinal de indecisão e nem de falta de segurança por parte do líder. Muito pelo contrário, isso mostra maturidade na sua posição. Além do mais, abrir a possibilidade de uma decisão ser olhada sob diferentes perspectivas enriquece o momento da sua tomada e a torna mais consistente e clara para todos.
Como fazer escolhas?
Nós não somos ensinados a tomar decisões. Não há cursos ou instruções na faculdade que ensinam fundamentos para tal. Aprendemos isto ao longo da vida apenas pela observação e pela tentativa e erro.
Além disso, os nossos cérebros não são fisicamente capazes de analisar grandes quantidades de dados e muitas vezes, uma decisão envolve milhares deles. E é neste momento que entra o coach, um parceiro que não está envolvido na situação e que possui técnicas e ferramentas para contribuir com aquele que precisa tomar a decisão. Desta forma, o profissional poderá analisar melhor os prós e os contras dos cenários e fazer a sua escolha de uma forma mais tranquila e consciente, obtendo melhores resultados em toda e qualquer ocasião.
A exemplo disso, recentemente, fizemos um processo coaching com um jovem advogado, sócio de um escritório de advocacia de pequeno porte, que não sabia qual caminho seguir. Após três sessões, nas quais se analisou o problema, avaliou o contexto, pontos fortes e dificuldades do cliente, e usou a ferramenta ‘Perdas&Ganhos’, ele conseguiu escolher com clareza e segurança o caminho que considera ser o melhor para o seu crescimento profissional e de evolução na carreira.

Advogados devem se preparar para prestar serviços a clientes estrangeiros

A internacionalização funciona no Brasil como um elo entre as empresas. Com a atuação das bancas internacionais proibida pela Ordem dos Advogados do Brasil, os escritórios estrangeiros facilitam o contato de seus clientes com advogados brasileiros. O assunto foi debatido nesta quarta-feira (15/10), em São Paulo, na Fenalaw 2014.

Por Livia Scocuglia repórter da Revista Consultor Jurídico, em 16 de outubro de 2014.

 Segundo a advogada Marcela Berger do escritório Azevedo Rios, Berger, Camargo e Presta Advogados e Consultores Associados, as parcerias funcionam como um facilitador. “Um escritório americano pode indicar o cliente que queira atuar no Brasil a uma banca nacional. Os advogados americanos saberão das expectativas de seu cliente, mas quem fará as operações será o escritório brasileiro”, explica.

 Mas as parcerias dependem dos contatos que o advogado nacional tem com as empresas estrangeiras. É preciso ir a feiras e eventos internacionais e conversar mais sobre o assunto. E após esse contato, não há espaço para errar. “O profissional precisa estar preparado. Não é possível prestar um ‘meio serviço’, porque esse mercado é uma via de um passo só, nunca mais haverá a mesma oportunidade”, recomenda Marcela.

 Segundo a advogada, o Brasil é visto com bons olhos pelas empresas estrangeiras. “Há quatro anos, eu diria que teríamos uma avalanche de empresas estrangeiras de olhos no país. Hoje não é bem assim, mas ainda existe esse interesse. E isso vai ser uma constante.”

 Um dos motivos que deixam o cliente estrangeiro com um pé atrás é a legislação tributária. É o ponto mais complexo a se destrinchar em uma operação envolvendo uma empresa do exterior. O motivo, segundo a advogada Cristina Andrade Salvador, do Miguel Neto Advogados, é a diversidade de legislações tributárias no país, nas três esferas: federal, estadual e municipal. “É difícil para o estrangeiro entender que o tipo de serviço define o tributo”, afirma.

 Por isso a importância do trabalho do advogado brasileiro na orientação à empresa estrangeira. Um dos exemplos de como esse aconselhamento é indispensável é na escolha do local da sede da empresa a ser criada no país. Segundo Cristina, é preciso estudar o caso do cliente e indicar o local mais lucrativo. “A Zona Franca de Manaus [que tem isenção de impostos para produtos industrializados], por exemplo, pode não ser a melhor escolha para a sede da empresa se for levado em consideração a logística e impostos para enviar as mercadorias para outros estados”, explica.

Fonte: http://www.alphasoluciona.com/alphablog/advogados-devem-se-preparar-para-prestar-servicos-a-clientes-estrangeiros


Como conseguir mais clientes na advocacia

É comum ouvirmos por aí: “fazer marketing jurídico é caro”. Esta talvez seja a maior lenda que circula no mundo da advocacia. Só que ela é tão real quanto a Branca de Neve.

O marketing jurídico é totalmente calcado em estratégia (pensar não custa dinheiro), no foco (para seu nome ou da banca ficar mais conhecido em um determinado segmento), no posicionamento (onde você ou a banca irá aparecer mais) e no conhecimento tangibilidade. Está mais do que comprovado que um sócio que efetivamente se apresenta para o mercado como gerador de conteúdo (como palestras, artigos, aulas, reuniões) gera resultados progressivamente. Advogados que se fecham para o mundo da comunicação, trancam-se no seu monastério para não serem vistos, colherá muito pouco. Não adianta nem reclamar.
Fazer marketing jurídico não é uma questão financeira, é uma questão de determinação, foco e disciplina.
Uma dica prática é reservar um percentual (de 3 a 5%) do lucro líquido do escritório e guardar numa conta à parte para financiar estratégias mais ousadas. Os sócios devem entender essa reserva como se fosse um ‘tributo’ a ser recolhido, uma obrigação. Captar cliente não é custo, e sim investimento. E a ponte que transforma o custo em investimento é o marketing jurídico estratégico. Não existe magia, mas esforço individual e mente aberta para negócios.
Procure identificar comunidades onde os seus serviços possam se espalhar, tais como associações, câmaras de comércio, segmentos econômicos, centros médicos, sindicatos e assim por diante. As combinações são infinitas. O problema é administrar o que oferecer e quando oferecer. Um advogado tributarista pode se aproximar de câmaras de comércio, sindicatos de um determinado segmento ofertando palestras sobre ‘como os tributos podem derrubar uma empresa’. Ou criar uma linha de produto-tema sobre ‘gestão de risco tributário’. E assim aos poucos ganhando confiança para palestras sobre ‘como se aposentar’ e com isso conquistar uma respeitável carteira de clientes.
É o que um advogado tem para ofertar: seu conhecimento e o tempo. Isto é um bom marketing jurídico. Simples, poderoso e eficaz.
Marque presença na internet
O Art. 5º do Provimento 94/2000 admite como lícita, para fins de divulgação, a utilização de internet, fax, correio eletrônico e outros meios de comunicação semelhantes. Mas fique atento, pois a utilização desses veículos deve ser compatível com o código de ética profissional.
Para estar presente na web, siga estas dicas: 
Invista em site com layout bem estruturado e que demonstre profissionalismo ao fornecer as informações sobre você; 
Dedique-se a um blog que servirá de fonte de pesquisa para outros profissionais e clientes na advocacia em potencial, além de compartilhar artigos e notícias de credibilidade; 
Saiba diferenciar as funções de cada rede social. O LinkedIn é voltado para networking de perfis profissionais e o Facebook, apesar de ser voltado ao entretenimento, permite que você restabeleça contatos que podem se converter em clientes; 
Evite cair na tentação do mero anúncio publicitário. Estar na lista telefônica e nos classificados é permitido e incentivado, mas não deixe que seu conhecimento seja visto como um produto em uma prateleira. 
Invista em um site inteligível e expressivo
Muitas vezes, o primeiro contato que um potencial cliente tem com o escritório é através da Internet. Por isso, é importante investir em um portal ou blog com boa diagramação e uso intuitivo. É essencial que as informações fornecidas sejam claras e que as fotos do local de trabalho sejam bem produzidas.
Além disso, vale apostar na navegabilidade e no design responsivo (que priorize todos os dispositivos de acesso, como tablets e celulares): é fundamental que o portal permita uma fácil navegação, contribuindo para a concretização de um contato futuro.
Trabalhar seu networking, rede de relacionamentos profissionais, para receber indicação de novos clientes;
– desenvolver parcerias com outros advogados e profissionais de áreas correlatas para proporcionar uma troca circular de informações e clientes, sempre resguardando os limites impostos pelo código de ética da Ordem dos Advogados do Brasil – OAB;
– participar ativamente de entidades de classe e ONG’s, para conseguir visibilidade pessoal e profissional;
– escrever artigos sobre assuntos de interesse público em sua área de conhecimento, publicando-os em sites, jornais e revistas;
– ministrar palestras sobre temas que interessam a membros de associações e entidades de classe.
Como lidar com clientes não lucrativos?
Este é um assunto importante e que deve ser tratado de modo profissional e ético, levando-se em conta os interesses dos clientes e a necessidade gerencial do negócio. A verdade é que muitos escritórios atendem clientes para os quais não estão adaptados. O resultado é que estes clientes tornam-se insatisfeitos por não serem atendidos adequadamente e os escritórios, por outro lado, os vêem como clientes não lucrativos. O que fazer? Simplesmente faça um estudo das características do escritório e defina o perfil de clientes que melhor se adaptam a estas características. O escritório deve concentrar esforços para atrair clientes com estes perfis e, gradativamente, encaminhar os clientes que não se enquadram nestas características para escritórios de parceiros que possam atendê-los melhor.
Conciliando marketing com o código de ética do setor
No setor jurídico, o código de ética tem sido apontado, com freqüência, como empecilho para a implantação do marketing nos escritórios, por sugerir ações de propaganda e publicidade que são proibidos pelo código. No entanto, marketing é muito mais do que anúncios em jornais, como pensam alguns profissionais da advocacia, e é por isto que existe certo preconceito por parte dos setores menos informados.
Estudando o código de ética e analisando as possibilidades do marketing no setor jurídico, percebemos que é perfeitamente possível conciliar o código com as necessidades comerciais do setor para promover a imagem de profissionais e escritórios, conquistando continuamente novos clientes.
Este artigo foi feito baseado em pequenos resumos pesquisados em diversos sites, e suas referências foram deixadas no decorrer do texto para leitura completa do artigo no site origem.
FONTE: Chocopress

Crie um site ou blog no WordPress.com

Acima ↑